Quem "estou":

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Músico, vivo, questionador, aprendiz

segunda-feira, maio 30, 2011

Do inscrito ao escrito

Para não ser descrito, sou discreto
qualquer descrição, pode causar indiscrição
talvez a discriminação se torne um crime,
descriminando o pré-conceito do pró-conceito.

Arley Alves Ribeiro

quinta-feira, março 10, 2011

Vultos, votos e voltas


Tive uma amante que amava.
Quem podia saber, sabia.
Quem não podia saber, era quem podava.

Uma dia ela pediu tempo ao tempo.
Pra pensar sobre tal peso.
Eu não pude negar à nega.

Veio outro amor, e outro, e mais
nem um nem outro capaz.
Saudade soou, social insaciável.
Agachei no chão. Chorei.

no amor namorei.
no amar que nunca neguei.
Em volta, a volta. Vários vultos.
Viver é não ver.


Arley Alves Ribeiro

domingo, janeiro 30, 2011

Feijão

Uma panela de pressão... esquenta, aperta, solta fumaça, faz muito barulho (chato por sinal), cheira forte mas, no fim sai feijão gostoso (se não deixar passar do ponto). Eu sou o feijão. Tô na panela. Espero que saia algo bom. No ponto.

Arley Alves Ribeiro

sábado, janeiro 01, 2011

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, dezembro 28, 2010

De Paradoxo

Dizem que somos o que comemos
talvez sejamos o que queremos
Dizem que temos a idade que não temos
talvez tenhamos idade de menos

Ouvi falar do infinito,
mas como saber onde começa?
Talvez isso tudo seja uma grande peça
que a palavra que nos "pregar".

O poeta disse que é do tamanho daquilo que vê,
mas ele usava óculos.
Quem sabe se usasse uma lupa ou microscópio,
talvez até um telescópio.

Qual é a idade do céu?
Qual céu estamos falando?
No meio de todo esse zum zum zum,
o que é nossa vida sem zoom?

Somos nada diante do todo.
Somos tudo diante do nada.
Em minha mente, nesse trecho da minha estrada.
o tudo hoje é você.

Arley Alves Ribeiro

quarta-feira, novembro 03, 2010

José (você marcha! Para onde?)

    José

E agora, José? (Serra)
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José? (Serra)
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José? (Serra)

E agora, José? (Serra)
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio
e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, (Serra)
e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José! (Serra)

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José! (Serra)
José, (Serra) para onde?

quarta-feira, julho 14, 2010

Dizem por aí

"A geografia humana estuda o homem em que vivemos"

"No começo Vila Velha era atrazada mas com o tempo foi se sifilizando."

"O principal matrimônio de um pais é a educassão".

segunda-feira, julho 12, 2010

errando

a gente precisa nus comunicar

domingo, julho 11, 2010

Enfim, bem além de mim

E ela me fazia tão bem
que passei a gostar mais de mim
a coisa ia tão além
que não cabia nome algum e fim

Arley Alves Ribeiro

sábado, julho 03, 2010

Extra!

Amarelaram diante do laranja e levaram um vermelho!

Nos últimos anos o Brazil aprendeu a perder com mérito! Quando quer perder, ninguém ou nada convence do contrário. Nada derrota a seleção como ela mesma. E tenho dito!

Arley Alves Ribeiro

segunda-feira, maio 31, 2010

Hasta la vista!

Último dia. Um mês "idiomático". Hoje teve aquela cena clássica de sentar na mala pra conseguir fechá-la. Logo eu que não sou de comprar...
Minha cabeça já tava em BH desde anteontem... Pensei em tudo quanto é compromisso, trabalhos, problemas, contas que terei que lidar. Saudades também, não do Brasil, mas de gente. Fiz alguns amigos aqui, pessoas que trabalham no albergue e também pessoas que passaram por aqui. Há inclusive uma história muito boa sobre as pessoas do albergue.

Vamos à introdução:

Sou famoso por não dar muita bola pra aniversário, principalmente o meu. Muita gente me xinga por isso, mas eu realmente não levo a data a sério.

A história:

Bom, acontece que quando se cadastra num hotel ou albergue lhe perguntam sua data de nascimento e então, o pessoal percebeu que eu ia passar meu aniversário aqui em Buenos Aires e estaria hospedado na tal data. Eu realmente não estava preocupado com os dias, mas eu sabia que ia voltar pra casa um dia depois do meu aniversário. Um dia a Emília, que é uma menina que trabalha no albergue no turno da noite me disse: - Falta poco, sí?! - E eu: para qué?! - Tus compleaños! - Eram 22:00hs. Eu pensei: Putz! É mesmo. E comecei a pensar que eu tinha que resolver as coisas rápido porque tava me sobrando pouco tempo. No dia seguinte acordei, tomei banho, tomei café, fui parabenizado por Ayelen, Gricela e Antonia. Então eu saí para comprar coisas, principalmente para outras pessoas, não para mim. Quando voltei havia um cartão desejando parabéns na porta do meu quarto. Subi pra agradecer e elas haviam feita um bolo de chocolate e cantaram: "Que se cumpla feliz! Que se cumpla feliz!" Foi bacana! Comemos o bolo. Distribuímos alguns pedaços e ainda sobrou um pouquinho. A irônia foi que eu havia comprado livros da Clarice Lispector para as moças do albergue. Entreguei dizendo que era meu aniversário mas, elas é quem ganhariam um presentinho! De agradecimento mesmo, porque me trataram muito bem. Recomendo a todos este albergue. Depois de um tempo, peguei meu computador para checar e-mails. Eram umas 16hs. Foi quando olhei pro calendário e vi lá a data. Não era meu aniversário! Era a véspera! Há! Elas se convenceram e me convenceram que era. (Ayelen, Gricela, Antonia. Desculpem-me!)Funcionou porque pra mim não fazia diferença. Eu simplesmente mordi a isca. =). Quem disse que eu tive coragem de contar?!

Será que vou pra copa?! Dieguito???!!!

Um último recado para aquele tipo de mulher que tem um cartão de crédito.

NUNCA VENHA A BUENOS AIRES, SERÁ O SEU FIM!!!

Recebi uma proposta de trabalho aqui em Buenos Aires. O serviço de prestaçao de suporte para o Brasil funciona aqui, ou seja, precisam de gente que saiba um pouco sobre informática e fale português. Tcharam!!! Chegando ao Brasil vou procurar a embaixada e ver como funciona a questão do visto de trabalho/estudo e também a questão do DNI, que é o RG/CPF deles. Esse emprego não é lá nenhuma maravilha, mas o custo de vida aqui é mais baixo e com o salário que me disseram dá pra ficar legal. Além disso, posso procurar outra coisa, pois meu currículo me dá essa possibilidade. Enfim, quem sabe?!


Arley Alves Ribeiro

segunda-feira, maio 24, 2010

Internacional vs Estudiantes

Fui ao jogo do Inter x Estudiantes. Francisco, o mexicano, ficou de nos providenciar os ingressos para assistirmos na torcida do Estudiantes. Iríamos eu, Rafael (Uberabense que vive em São Paulo), Antônio (mexicano, jogador de futebol), Francisco. Porém, quem trouxe os ingressos foi um colombiano, amigo de Francisco que só carregava dois ingressos. Francisco saiu do albergue cedo e ficamos de conversar com ele por NEXTEL, que Rafael e ele tinham. Fomos então em 4. Custamos a conseguir um taxi porque o estádio é fora de Buenos Aires, precisamente em Quilmes, há 25 km e os taxistas não gostam de levar ou cobram a mais pelo serviço. O que é direito deles. Enfim, conseguimos um taxista e chegando lá houve um mal entendido sobre os ingressos. Resultado: Francisco já havia entrado e só tinhamos dois ingressos. Fomos pro lado da torcida do Inter, para comprar mais dois ingressos, já que do outro lado não havia mais. Pagamos um pouco mais caro e entramos. Encontramos os outros dois lá dentro e perdemos os dois gols do Estudiantes por causa do atraso e da confusão. De repente, depois do intervalo o colombiano sumiu e ficamos nós 3, sem rádio porque a bateria estava morrendo. No fim do jogo o Inter meteu um gol e conseguiu a classificação. Pensei que aquilo não era bom porque a torcida do Estudiantes, que era grande, não ia ficar feliz. Estávamos em Quilmes sem saber como voltar e só conseguimos avisar ao Francisco que estávamos saindo antes da bateria morrer de vez. Perguntamos a um policial como voltar pra BsAs e ele nos indicou uma direção. Trocamos notas por moedas e, depois de rodar um pouco, conseguimos pegar um ônibus. Voltamos pra casa são e salvos.
Dois detalhes importantes: Eu perdi meu cartão de crédito. Creio que no taxi. Rafael teve seu laptop roubado antes de sair pro jogo. Então não foi a melhor noite, mas foi um experiência interessante.

Buenos Aires está comemorando o bicentenário da Revolução de Maio. Na rua está tendo desfiles, shows, stands de cada província, comidas típicas de toda a América Latina e até do mundo, e gente, muita gente. Gente até pra fazer doce.
Fui nos dois primeiros dias e tocaram músicos e bandas de Chile, Argentina, Uruguai, Colombia, Paraguay, Brasil (Gilberto Gil) e muitos outros. A multidão se entende por vários quarteirões que não são nada pequenos. Hoje choveu todo a tarde/noite sem parar, portanto quase ninguém saiu na rua. O jeito foi tomar vinho, ver filmes e comer pizza. Ontem, no show do Gilberto Gil, que começou muito tarde, estávamos super cansados de ficar de pé parados, mas mesmo assim dançamos muito. Isso só foi possível porque muita gente foi embora e o espaço livre cresceu alguns centímetros. A música brasileira tem algo de diferente, algo de liberdade, diferente da música argentina que é mais carregada, pesada, ou sei lá o que. Sei que as pessoas ficam mais estáticas e tensas, enquanto com a música brasileira o povo dança e sorri. Havia bandeiras e gente de toda a América Latina. Havia músicos de toda a América Latina também. A revolução de Maio não foi um evento isolado da Argentina, por isso é algo compartido por outros países, o que é muito atraente.
Uma coisa em especial me chamou a atenção. Havia milhões de pessoas na rua, de todos os lados, de todas as idades, de toda classe social e nenhuma confusão. Havia policiais, porém poucos e muito tranquilos porque não tiveram muito trabalho. Algo a se aprender.

segunda-feira, maio 17, 2010

Artistas pelados

Em Buenos pode-se ter todos os artistas pelados em seu celular!!! Já pensou?! Isso tudo por somente $599,00 (pesos argentinos) ou seja, cerca de R$300,00. Fala sério!

Tá bom, tá bom... é que eu não podia perder a piada tosca. Eu tive que tirar a foto na rua e escrever isso. Era mais forte que eu.

Pelado = careca.
Desnudo = pelado.

Esse tipo de diferença linguística é que me diverte. Por exemplo: Uma mãe (brasileira) estava comprando um tênis para o filho numa loja de artigos esportivos. Ela disse pro vendedor que queria um tênis para ele "correr". Acontece que aqui existe a palavra "cojer" que soa exatamente como o nosso "correr", mas que significa, sem meias palavras, foder! O certo seria ela dizer a palavra como se fosse com um "r" apenas, tipo "corer". Eu vi quando o vendedor deu um risinho de lado, ou seja, ele até entendeu o que ela queria dizer, mas a alma dele se contorceu de rir.

Quinta vou a la cancha, ver o jogo do Estudiantes contra o Inter de Porto Alegre! Dizem que a torcida (hinchada) é fanática, mas não é como no Brasil que te matam por causa de uma cor. Vou com outro brasileiro de 'Beraba' e com o Mexicano que é mais brasileiro que eu. O que não é lá tão difícil... hehe. Ele é um ex-jogador que hoje trabalha comprando e vendendo camisas de jogadores famosos. Camisas que os jogadores realmente usaram. Algumas inclusive são autografadas. Ele tem um site com a foto do Maradona beijando a mão do Ronaldinho Gaúcho. Quer conferir? Entra lá! http://www.mrmatchworn.com/

Ontem comi num tenedor libre (Self Service). Só não tinha feijão, mas tinha muuuita opção. Consegui fazer um prato RGB, 256 cores... hehe... só os nerds irão entender essa!

As argentinas rionegrenses se foram e o albergue ficou um pouco mais triste pra mim. Era divertido! Agora há uma holandesa e trocentos mil britânicos... Há um francês que se apaixonou por Samba do Grande Amor, do Chico Buarque. Ele fica cantarolando pela cozinha e pelos corredores e não gosta de falar inglês mas arranha um espanhol. Enfim, a tecla SAP de todos precisa funcionar!

Hasta la vista!

sábado, maio 15, 2010

Traz pra frente

Há quem sonhe de frente pra trás, buscando o que já não é.
O que traz? Saudade?
Há quem sonhe ser reconhecido, sem nem se preocupar em realmente ser.
O que traz? Ilusão?
Há quem sonhe de trás pra frente, revolvendo.
O que traz? Memória?
Há quem sonhe o que nunca houve.
O que traz? Utopia?


Hoje comprei mel. Minha garganta tava horrível ontem. Hoje tá melhor. Agora os habitantes do planeta albergue já mudaram bastante. Houve uma invasão inglesa. Daniel (alemão) foi embora. Matilde (francesa) foi embora. Olivier (canadense) foi embora. Restam quatro argentinas rionegrenses, um casal de ingleses, um sei-la-o-que-pouco-social, uma argentina que bate portas e aparece como um fantasma (acho que fez curso com o Batman ou com o Mestre dos Magos). Terminei o nivel 3 de espanhol. Em duas semanas ví tudo quanto foi tempo-verbal. Não que agora eu saiba bem, mas já tenho uma boa noção e é questão de tempo e prática pra decorar e fluir. Comprei 3 livros em espanhol muuuuito baratos. Clássicos como 'Cem Anos de Solidão' e 'Relatos de um Náufrago' - Gabriel García Marquez, 'A Casa dos Espíritos' - Isabel Allende.

Últimos dias o albergue tava tão cheio e divertido que saí pouco. Além disso to guardando o dinheiro e passeio turísticos mesmo pra última semana. O que faço bastante é andar nas ruas. Cada dia escolho uma direção e vou andando porque aqui é tudo plano. Anda-se quilometros sem cansar. Vai fazer isso em Minas Gerais pra ver... Tenho que dizer uma coisa. Argentino não sabe comer. =P. O almoço e jantar deles é bicolor, no máximo. Mãe, que saudade de comer 10 cores por refeição. Aqui você come uma carne com purê ou uma massa com um molho de um queijo alguma-coisa ou pizza ou apela pra fast-food. O melhor a fazer é cozinhar. Como não tem panela-de-pressão aqui no albergue não pude fazer feijão, mas arroz, salada, ovo ou omelete, macarrão, molhos. Tudo é possível.

Mãe, quando eu crescer vou morar num albergue. Você aprende todas as diferenças de uma mesma língua de acordo com a região, conhece todas as línguas, conhece gente do mundo todo, conhece um japonês que não sabe fazer ovo mexido frito e que mistura molho de tomate pronto, frio, no arroz quente e come como um leão feliz da vida.

Todo mundo vê a vida pelo buraco da fechadura. Minha fechadura hoje tá um pouquinho maior.

p.s.: "Sonreírse" é a palavra mais bonita do mundo. Pelo menos pelo buraco da minha fechadura. Até agora.

segunda-feira, maio 10, 2010

Viver faz bem pra vida.

Rotina:

Acordar tarde. Tentar tomar café. Tentar porque o café acaba 10:30 no albergue e não é fácil levantar tão cedo depois das noites que ando tendo. Quando dá, tomo café do albergue, senão faço chá de Manzanilla e como pães e biscoitos que tenho aqui. Você pode cozinhar, guardar comida, bebida, vasilhas, tudo na cozinha do albergue. Atualmente meu quarto está lotado! Um alemão, um canadense, uma francesa, quatro argentinas, um sei-lá-o-que. No albergue ainda conheci um israelense, dois mexicanos, duas austríacas, um monte de brasileiros, e claro, vários argentinos que trabalham aqui e são todos muito prestativos. O ambiente está ótimo atualmente.
Hoje eu fiz arroz (tava sentido falta) saladinha, mortadela e suco. Ontem fiz uns sanduíches para mim e pros cariocas que estão aqui também. Tomamos vinho e ficamos conhecendo as argentinas que estão aqui pra um congresso de Letras. Elas fazem especialização em inglês e falam um pouco diferente do pessoal de B. Aires.
Na sexta fui até a residência estudantil onde mora a Ada, que é amiga da minha queridíssima aluna Laura, que deve ter ficado com a orelhinha em brasa de tanto que falamos dela (bem ou mal). Lá conheci chileno, colombiano, argentino, brasileiro... um salada de espanhóis... Foi divertido jogar UM LIMÃO PARA DOIS LIMÕES em espanhol. "Un limón, medio limón, siete limones"... Agora tenta falar isso rápido e bêbado!!! Dormi por lá porque o bairro não é tão tranquilo quanto o centro, mas foi muito bom. Repetirei qualquer dia desses.
Ontem fomos eu e os cariocas para a feira de San Telmo, tiramos foto com a Mafalda e compramos algumas coisas. Almoçamos na Recoleta, em frente ao cemitério da Evita, que eu evitei.
Minhas aulas de espanhol estão sendo bem proveitosas e aos poucos estou resolvendo os detalhes que ainda erro. Aquela coisinha que "parece mas não é" e que sempre confunde.
To estudando violão, menos do que queria, mas mais do que vinha fazendo em casa, portanto, tô feliz com isso.
Espero voltar mais músico.
Espero voltar mais eu.