- destibençôi! Toma um café! Tem bolo e biscoito! Come!
não, vó, brigado.
queria pedir uma outra coisa,
uma não, duas
queria metade da sua força
e toda sua poesia
não aquela de palavras
só aquela que o sorriso da senhora carrega...
pra mim significaria o mundo.
seus olhos azuis eu vou guardar nos meus
tchau vó!
ficumdeus
Aqui eu escrevo tudo o que não posso escrever. Aqui você irá tentar ler tudo o que não consegue Aqui estão as respostas de tudo que não se perguntou Aqui está a matéria prima do que não foi feito e assim...
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
sábado, agosto 29, 2015
Resumo da obra?
Em breve o primeiro álbum vai nascer: Bequadros - Eu me vendo, com o tempo. Ouvindo algumas das canções entendi, talvez confirmei, o quanto a gente produz de acordo com nossa personalidade. Alguém que ouça com ouvidos moucos pode até vir a gostar e se deixar levar pelo ritmo, pela melodia agradável ou algum outro elemento da canção. Porém, somente aqueles ouvidos que "ouvem as entrelinhas" é que irão realmente ser arrebatados. Senti-se-ão representados, ou como já cantava o Milton: "Certas canções que ouço, cabem tão dentro de mim que perguntar carece: Como não fui eu quem fiz?"
Não costumo ser aquele cara com muito destaque. Passo despercebido em grupos. Não é só timidez, é um jeito mineiro, quem sabe? É um estratégia?! Quem me "vê" passar, quase nunca me vê. Só funciono frente a frente, olho no olho, conversa longa, frases e explicações. Com café, chá ou algum alcoólico. Não sirvo pra apenas 140 caracteres. Trocando em miúdos, não me troco em miúdos. Careço de contexto. Funciono com texto.
Puxe uma cadeira!
Em breve o primeiro álbum vai nascer: Bequadros - Eu me vendo, com o tempo. Ouvindo algumas das canções entendi, talvez confirmei, o quanto a gente produz de acordo com nossa personalidade. Alguém que ouça com ouvidos moucos pode até vir a gostar e se deixar levar pelo ritmo, pela melodia agradável ou algum outro elemento da canção. Porém, somente aqueles ouvidos que "ouvem as entrelinhas" é que irão realmente ser arrebatados. Senti-se-ão representados, ou como já cantava o Milton: "Certas canções que ouço, cabem tão dentro de mim que perguntar carece: Como não fui eu quem fiz?"
Não costumo ser aquele cara com muito destaque. Passo despercebido em grupos. Não é só timidez, é um jeito mineiro, quem sabe? É um estratégia?! Quem me "vê" passar, quase nunca me vê. Só funciono frente a frente, olho no olho, conversa longa, frases e explicações. Com café, chá ou algum alcoólico. Não sirvo pra apenas 140 caracteres. Trocando em miúdos, não me troco em miúdos. Careço de contexto. Funciono com texto.
Puxe uma cadeira!
terça-feira, abril 14, 2015
Além
Eu amo a palavra. Eu amo palavras como se ama a beleza. Palavras nem sempre são belas e mesmo quando não o são, eu as amo. Eu me inundo nelas. Inundo delas. Eu me afogo no que elas dizem. Na capacidade que elas têm de nos fazer pensar. Elas são nosso pensar. Sem elas não seríamos capazes de tamanha complexidade. Precisamos delas. Eu preciso. Porém, palavras não bastam. Mais do que as palavras, amo sua limitação. Sua incapacidade de nos expressar completamente. Não. Não é isso! Amo a capacidade que tenho, que temos, de ultrapassar as palavras. Hoje estou afogado. Não mais em palavras. Afogado além-palavras. A arte me parece ser a forma de expressar mais próxima ao que sinto. Não que a arte traduza algo. Não é tão simples.
Sinto-me resolvido, talvez triste, quando o que sinto é possível ser dito. Sinto-me como um quebra-cabeças montado. Não há nada mais a fazer. Mas não hoje! Hoje sou um amontoado de pedras disformes e nada preenche as lacunas. Não há líquido. Não há areia fina. As palavras são pedras. Eu não estou vazio. Eu não estou cheio. Não há palavras para explicar como estou, mas estou à flor da pele.
Transbordo-me.
[Arley Alves Ribeiro]
[Arley Alves Ribeiro]
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
Atenção
Fique desatento e você aprenderá!
Essa é a revolução da educação. É na distração que aprendemos as coisas mais importantes. Aprendemos aquilo que somos. Aprendemos a ser isso ou aquilo. Só não sabemos.
Não preste atenção no que escrevo porque tenho algo a lhe dizer. Preste atenção no que escrevo, pois tenho algo a esconder.
Como você aprendeu a ser machista?
Como você aprendeu a ser passivo?
Como você aprendeu a não dar importância?
Como você aprendeu a ter medo?
Como você aprendeu a respeitar o senhor?
Como você aprendeu que deve se por no seu lugar?
Como você aprendeu a ser "educado"?
Como você aprendeu a idolatrar?
Desatento.
Aprendemos a ser distraídos
Aprendemos a ser, distraídos
Aprendemos, ao sermos distraídos
Aprendemos se distraídos
Aprendemos, se diz. Traídos
[Arley Alves Ribeiro]
Essa é a revolução da educação. É na distração que aprendemos as coisas mais importantes. Aprendemos aquilo que somos. Aprendemos a ser isso ou aquilo. Só não sabemos.
Não preste atenção no que escrevo porque tenho algo a lhe dizer. Preste atenção no que escrevo, pois tenho algo a esconder.
Como você aprendeu a ser machista?
Como você aprendeu a ser passivo?
Como você aprendeu a não dar importância?
Como você aprendeu a ter medo?
Como você aprendeu a respeitar o senhor?
Como você aprendeu que deve se por no seu lugar?
Como você aprendeu a ser "educado"?
Como você aprendeu a idolatrar?
Desatento.
Aprendemos a ser distraídos
Aprendemos a ser, distraídos
Aprendemos, ao sermos distraídos
Aprendemos se distraídos
Aprendemos, se diz. Traídos
[Arley Alves Ribeiro]
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
terça-feira, outubro 08, 2013
NÓS
nós cegos
nós tão embolados
nesses nós, o amor nos ata
nós, que ainda apertados
nós, que tão despertos
nós, nós amamos
esses tantos nós
que somos
nós
[Arley]
terça-feira, julho 30, 2013
acorde final
Sentir-se vivo devido à dor.
Doer-se por se doar.
Dar o braço a torcer
e ter o coração torcido.
Retorcer o silêncio.
...
...
...
de tanto amar
deixar.
Doer-se por se doar.
Dar o braço a torcer
e ter o coração torcido.
Retorcer o silêncio.
...
...
...
de tanto amar
deixar.
quinta-feira, junho 20, 2013
a nova ite
Aprovaram a cura gay. Portanto, agora os psicólogos poderão oferecer tratamento a esse "paciente/cliente". Porém, com a aprovação do ato médico. O "paciente/cliente" precisa passar pelo médico antes, porque o psicólogo não pode atender sem uma indicação médica.
Doença
Uma situação hipotética: - Um dia o sujeito acorda meio gay e vai ao hospital do SUS. Espera 7 horas na fila e, quando finalmente é atendido, diz que está se sentindo meio bicha. O médico irá examiná-lo. (Como assim??? Que exame???). O exame provavelmente será feito com uma paleta de cores onde o paciente deverá identificar o nome de cada tonalidade. Se ele disser que só tem azul, verde, rosa, amarelo.... o médico dirá que é estresse e dará um atestado de dois dias, recomendando repouso e pronto! Agora, se o paciente disse que viu azul turquesa, azul marinho, azul calcinha, rosa choque, rosa bebê, verde musgo, verde limão (opa! Acho que to sendo afeminado enquanto escrevo isso)... Enfim! O médico dirá que pode ser um quadro de crise de homossexualismo (sim, ismo mesmo, porque agora é doença) agudo ou uma suspeita de MarCUs FelizSeAnusite e encaminhará para o psicólogo. Os planos de saúde particulares irão dificultar a próxima consulta, alegando que aquela doença não tem cobertura e/ou não tem carência. Talvez os usuários irão dizer: "Como não tem?! É exatamente esse o meu problema. Tô tão carente...". Quando finalmente o psicólogo receber o cidadão (reparem que a hipótese usa alguém do sexo masculino, porém as variações podem acontecer) dirão: "Conte-me TUTO, meu bem". Aí, naquele divã, sabe-se lá o que pode acontecer.
Arley Bequadro - Verossímil, quase Veríssimo.
Doença
Uma situação hipotética: - Um dia o sujeito acorda meio gay e vai ao hospital do SUS. Espera 7 horas na fila e, quando finalmente é atendido, diz que está se sentindo meio bicha. O médico irá examiná-lo. (Como assim??? Que exame???). O exame provavelmente será feito com uma paleta de cores onde o paciente deverá identificar o nome de cada tonalidade. Se ele disser que só tem azul, verde, rosa, amarelo.... o médico dirá que é estresse e dará um atestado de dois dias, recomendando repouso e pronto! Agora, se o paciente disse que viu azul turquesa, azul marinho, azul calcinha, rosa choque, rosa bebê, verde musgo, verde limão (opa! Acho que to sendo afeminado enquanto escrevo isso)... Enfim! O médico dirá que pode ser um quadro de crise de homossexualismo (sim, ismo mesmo, porque agora é doença) agudo ou uma suspeita de MarCUs FelizSeAnusite e encaminhará para o psicólogo. Os planos de saúde particulares irão dificultar a próxima consulta, alegando que aquela doença não tem cobertura e/ou não tem carência. Talvez os usuários irão dizer: "Como não tem?! É exatamente esse o meu problema. Tô tão carente...". Quando finalmente o psicólogo receber o cidadão (reparem que a hipótese usa alguém do sexo masculino, porém as variações podem acontecer) dirão: "Conte-me TUTO, meu bem". Aí, naquele divã, sabe-se lá o que pode acontecer.
Arley Bequadro - Verossímil, quase Veríssimo.
sexta-feira, junho 07, 2013
la soledad blanca
gracias por compartir tu vida conmigo
gracias por tanto enseñarme
gracias por la amistad
gracias, por todo gracias
gracias, por tanto, gracias
gracias, gracias
es tu culpa que algunas noches son tan largas
es porque te extraño demasiado,
mi soledad blanca
sólo querías besar mi boca
saltar en mi regazo
estabas siempre alegre
y al final tenías miedo
luché con tu morte tantas veces
gané una dos o tres veces
luché cerca y lejos
hasta que ya no podía.
Cuando volví te encontré distinta
una nostalgia blanca, un hermoso recuerdo
y pura como tu
una gran tristeza
es tu culpa que algunas noches son tan largas
es porque te extraño demasiado,
mi soledad blanca
gracias por tanto enseñarme
gracias por la amistad
gracias, por todo gracias
gracias, por tanto, gracias
gracias, gracias
es tu culpa que algunas noches son tan largas
es porque te extraño demasiado,
mi soledad blanca
sólo querías besar mi boca
saltar en mi regazo
estabas siempre alegre
y al final tenías miedo
luché con tu morte tantas veces
gané una dos o tres veces
luché cerca y lejos
hasta que ya no podía.
Cuando volví te encontré distinta
una nostalgia blanca, un hermoso recuerdo
y pura como tu
una gran tristeza
es tu culpa que algunas noches son tan largas
es porque te extraño demasiado,
mi soledad blanca
quarta-feira, março 06, 2013
O artista
o artista é aquele seu sentimento que quer fugir,
é aquele que quer mudar,
é aquele que quer libertar
é aquele que é livre, mesmo que preso
o artista é aquele seu pensamento que trabalha no ócio
é aquele que transforma dor em poesia,
é aquele que simplesmente transforma.
o artista é aquele seu pensamento que vai de bermuda ao escritório,
é aquele que nem vai ao escritório
é aquele que vai de terno,
mas leva a tiracolo, o violão
o artista é aquele seu personagem que grita a canção a plenos pulmões
é aquele que não liga se parece louco
é aquele que quer parecer louco,
simplesmente para não se parecer
o artista é aquele seu lado que não sabe mentir,
é aquele mau educado,
é aquele que não envelhece
o artista é aquele cara que você suprime rotineiramente.
o artista talvez seja na verdade você
o artista talvez seja você, de verdade
sexta-feira, novembro 23, 2012
de mim
Na beleza simplista de uma canção
No poder de fixação de um olhar
Na angústia nauseante de não poder gritar
Na turva visão de um ébrio espectador
Na melodia singela, que dói de tão bela,
ecoando insistente dentro na cabeça, ainda que tão cheia
provocando um sem fim de emoções
revivendo palavras, sensações, arrepios e marcas,
enquanto mágoas, de expectativas não atingidas.
Pior ainda, saudades daquelas que se realizaram
Ali estou eu,
o pouco que sou,
o porto que vou,
prestes a me entregar
Arley Alves Ribeiro
segunda-feira, outubro 22, 2012
jardim
Penso em pedaços
vivo montanhas
corro p'ra longe
de perto de mim
Quando palhaço
finjo sorrisos
Invento cores
p'ro meu inverno/inferno/interno jardim
Eu sei que sou um pouco estranho
eu sempre volto a morrer por um triz
eu sei que sôo um tanto triste
mas minha vida é mesmo assim
Arley Alves Ribeiro
vivo montanhas
corro p'ra longe
de perto de mim
Quando palhaço
finjo sorrisos
Invento cores
p'ro meu inverno/inferno/interno jardim
Eu sei que sou um pouco estranho
eu sempre volto a morrer por um triz
eu sei que sôo um tanto triste
mas minha vida é mesmo assim
Arley Alves Ribeiro
domingo, julho 01, 2012
quarta-feira, junho 13, 2012
ou vês ou não
Não sei o que houve
Não sei o que ouves
Eu ouço
É! osso!
Ouvir ou vir a ser sensato
Não ser sensível
Sentir
Sem ti
Arley Alves Ribeiro
Não sei o que ouves
Eu ouço
É! osso!
Ouvir ou vir a ser sensato
Não ser sensível
Sentir
Sem ti
Arley Alves Ribeiro
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