Quem "estou":

Minha foto
Músico, vivo, questionador, aprendiz

domingo, maio 28, 2006

Fonte seca

música embaixo dos dedos
agua embaixo da ponte
água que nasce na fonte
e fonte... seca

terça-feira, maio 23, 2006

no apagar das luzes

no apagar das luzes veio o álibi
e o hábito de se manter apto
refutou a aceitação dos fatos
e a vida prosseguiu... válida!

domingo, maio 21, 2006

Estou rodado na vida

estou distante
estou sozinho
estou estranho no meu ninho
estou errante no meu erro
e erro sempre
e erro sem freio
estou ao meio
e meio-a-meio
estou sujeito a ser sujeira
estou sujando o ser, sugiro.

estou em mim
estou ao meio
estou com medo
e calo
e deito.

sábado, abril 22, 2006

Pleonasmo

quando está, preenche
quando fala, emociona
quando cala, afaga
quando olha, enxerga
quando vai, saudades

Deusa ou anjo?












Boa viagem!

domingo, abril 02, 2006

Aliteração


Aliteração

"lembrem de mim
como de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,
entre a pressa e a preguiça..."

Paulo Leminski

sexta-feira, março 24, 2006

Metáforas



O olhar diz tudo
se souber olhar
o olhar

terça-feira, março 21, 2006

terça-feira, março 07, 2006

Oxímoros




a minha fraqueza
está minha fortaleza.
No meu erro
está meu acerto.
Na minha derrota
está minha vitória.
No meu sonho
está meu pesadelo.

Radamés Manosso
http://www.radames.manosso.nom.br/mascaras/oximoros.htm

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

domingo, fevereiro 26, 2006

pérola

"Credo Dani! Sua comida fede bom!"

terça-feira, fevereiro 21, 2006

razão, razoável

Explicar os seus erros
é bastante razoável
desculpar-se por eles
tem até uma certa razão

Explicar os seus acertos
é dureza
desculpar-se por eles
é ********...

vida de cão

cachorro mijando no poste

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Rosa-dos-ventos

E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima
Pra socorrer

E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr

Mas, sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Moresse de pena
E chovesse o perdão

E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão

Pois transbordando de flores
A calma dos lagos zangou-se
A rosa-dos-ventos danou-se
O leito dos rios fartou-se
E inundou de água-doce
A amargura do mar

Numa enchente amazônica
Numa explosão atlântica
E a multidão vendo em pânico
E a multidão vendo atônita
Ainda que tarde
O seu despertar

(Chico Buarque - 1969)

as coisas do coisa!

Não sei o que virá
mas será meu
e quando for
de todos será

Sou apenas o que me lembro
quase nada
o que sou é o que me resta
o que fica é (será) o que fui (sou)

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

oi!

Tem alguém aí?