Arley Alves Ribeiro
Aqui eu escrevo tudo o que não posso escrever. Aqui você irá tentar ler tudo o que não consegue Aqui estão as respostas de tudo que não se perguntou Aqui está a matéria prima do que não foi feito e assim...
segunda-feira, agosto 29, 2011
Diviana
Arley Alves Ribeiro
o som do nada
domingo, agosto 21, 2011
Tororó - album dança da meia lua
quinta-feira, agosto 18, 2011
Eu só quero o saber por causa do sabor.
"Tudo aquilo para que temos palavras é porque já ultrapassamos." - Nietzche
"Prefiro as máquinas que servem para não funcionar: quando cheias de areia, de formiga e musgo - elas podem um dia milagras de flores. Também as latrinas apropriadas ao abandono me religam a Deus. Senhor, eu tenho orgulho do imprestável." - Manoel de Barros
Nota-mi
Arley Alves Ribeiro
segunda-feira, agosto 15, 2011
quarta-feira, agosto 03, 2011
o mesmo é pra quem tem
Arley Alves Ribeiro
segunda-feira, maio 30, 2011
Do inscrito ao escrito
Arley Alves Ribeiro
quinta-feira, março 10, 2011
Vultos, votos e voltas

Tive uma amante que amava.
Arley Alves Ribeiro
domingo, janeiro 30, 2011
Feijão
Arley Alves Ribeiro
sábado, janeiro 01, 2011
Receita de ano novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, dezembro 28, 2010
De Paradoxo
talvez sejamos o que queremos
Dizem que temos a idade que não temos
talvez tenhamos idade de menos
Ouvi falar do infinito,
mas como saber onde começa?
Talvez isso tudo seja uma grande peça
que a palavra que nos "pregar".
O poeta disse que é do tamanho daquilo que vê,
mas ele usava óculos.
Quem sabe se usasse uma lupa ou microscópio,
talvez até um telescópio.
Qual é a idade do céu?
Qual céu estamos falando?
No meio de todo esse zum zum zum,
o que é nossa vida sem zoom?
Somos nada diante do todo.
Somos tudo diante do nada.
Em minha mente, nesse trecho da minha estrada.
o tudo hoje é você.
Arley Alves Ribeiro
quarta-feira, novembro 03, 2010
José (você marcha! Para onde?)
- José
E agora, José? (Serra)
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José? (Serra)
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José? (Serra)E agora, José? (Serra)
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, (Serra) e agora?Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José! (Serra)Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José! (Serra)
José, (Serra) para onde?
