Aqui eu escrevo tudo o que não posso escrever. Aqui você irá tentar ler tudo o que não consegue Aqui estão as respostas de tudo que não se perguntou Aqui está a matéria prima do que não foi feito e assim...
sexta-feira, janeiro 06, 2006
sem sentido
músicas pra surdos
letras pra cegos.
Eu que canto mudo enquanto corro em círculos.
Conseguindo ler, faltará sentir
sem sentido
Engraçado como tudo isso é tão paupável
"O pescador tem dois amor
um bem na terra
um bem no mar" (?)
Então... é isso!
sábado, dezembro 31, 2005
E daí?
Tenho nos olhos quimeras com brilho de trinta velas
Do sexo pulam sementes, explodindo locomotivas
Tenho os intestinos roucos num rosário de lombrigas
Os meus músculos são poucos pra essa rede de intrigas
Meus gritos afro-latidos implodem, rasgam, esganam
E nos meus dedos dormidos a lua das unhas ganem
E daí?
Meu sangue de mangue sujo sobe a custo, a contragosto
E tudo aquilo que fujo tirou prêmio, aval e posto
Entre hinos e chicanas, entre dentes, entre dedos
No meio destas bananas , os meus ódios e os meus medos
E daí?
Iguarias na baixela ,vinhos finos nesse odre
E nessa dor que me pela só meu ódio não é podre
Tenho séculos de espera nas contas da minha costela
Tenho nos olhos quimeras com brilho de trinta velas
E daí?
(Milton Nascimento e Ruy Guerra)
como pode???
Bichinho de morder
falta alguma coisa
nhac nhac nhac...
Devo ter mordido muito forte
ou mordi sem olhar
...
nhac nhac NHAC!
quarta-feira, dezembro 28, 2005
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Metade
porque metade de mim é o que sou
e a outra metade...
eu não sei.
Espiral
enquanto gira, cresce... gira, afasta... gira, aproxima...
e vai girando.
preciso dizer mais do que ter
preciso de espaço, não preciso de resposta
uma resposta já seria uma vitória
com o espaço, seria uma conquista
é árduo não ouvir, não tocar
é um garimpar no escuro
tentando nao machucar alguém que está no chão
tem alguém no chão?
aqui dentro é tão escuro, daqui não dá pra ver
será que sou visto?
meu amigo Gauche, no meu caso (...) não é só uma fotografia na parede
Mas como dói.
Leiam "Receita de Ano Novo" do Drummond
(Carlos Drummond de Andrade)
sábado, dezembro 17, 2005
o que eu trago de volta
intento sobre tanto
entende?
não falo no passado
porque ainda vive
as vezes dói em mim
as vezes causo dor
Sempre aceito minha dor
uma vez mais
será que é justo compartilhar?
será que é justo causar dor
a quem se ama demais?
domingo, dezembro 11, 2005
O que me traz de volta
Circunstância e fato
Momento de se ver quem realmente é
Há muito me contaram fábulas
Me falavam da origem de alguém
Não me lembro bem das palavras
Só do eterno início:
"Era uma vez..."
Foram muitas vezes
Que eu ouvi a velha estória
Velha estória
O conto que me faz lembrar de mim
A lágrima no rosto era tudo
E me fez crescer
Com um conto que me falava de virtude
Tanta até a emoção
De quem contava para mim
Era tudo
Tudo que eu queria agora
Era não só lembrar, mas ouvir
A fábula da boca da fada
Que quando criança na cama
Me fez dormir...
Anderson Ribeiro
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Carne fulminante
apesar de afundarem no mar
voltarão a se erguer
apesar dos amantes se perderem
o amor não se perderá
e a morte... esta não dominará
Para separar da vida
de mistérios sedutores e da brisa do mar
os olhos de cigana e a carne,
sagrada e fulminante
de dançarinas de pernas largas.
Sua cruz: meu escudo, no altar do seu pescoço
imaculada, mas não por muito tempo
domingo, dezembro 04, 2005
Você mora perto da sua casa?
Será que vai dar tempo?
Escreveu, correu, voltou de bicicleta e apagou...
eu nem li, eu nem vi
acalanto
ninando com uma cançao
seu sorriso é engraçadinho
não diz que sim nem que não

