Quem "estou":

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Músico, vivo, questionador, aprendiz

terça-feira, julho 29, 2008

in out


in-tenso out-êntico
in-consequente out-ernativo
in-compreendido out-ônomo
in-explicável out-amente
in-verso, verbo in-out-erável
In love.. out of doubt

Paulinha

29/07/08 10:40

sábado, julho 26, 2008

arte ≠ cultura


Arley versus cultura
Arley versos cultura
arte versus cultura
arte versos cultura
art versus cultura
art versos cultura
art versus cult-ura
art versos cult-ura
art versus ctrl-ura
alt versos ctrl-ura
alt versus ctrl+ura

Cult+Art+Del
Crtl+Alt+Del

Arley Alves Ribeiro

segunda-feira, junho 30, 2008

Só me fez bem

Não sei se foi um mal
Não sei se foi um bem
Só sei que me fez bem
Ao coração

Sofri, você também,
Chorei, mas não faz mal
Melhor que ter ninguém
No coração

Foi a vida
Foi o amo
r quem quis
É melhor viver
Do que ser feliz
Foi tudo natural
Ninguém foi de ninguém
Mas me fez tanto bem
Ao coração

(Vinícius de Moraes)


domingo, junho 22, 2008

...er

Quando crescer quero ser...
quanto a ser, quero crescer...
quando for, quero ser...
quanto ao ser, que ele cresça
quando crescer, que seja
sendo crescido, cresça
sendo crescido o ser, faça
fazer o que para crescer?
Quero sempre crescer para nunca deixar de ser
Então serei, ao invés de apenas estar

Arley Alves Ribeiro

sexta-feira, maio 30, 2008

Perfeito para usar hoje*

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

(Manoel de Barros)

*O título é do post e nao do poema.

quarta-feira, abril 23, 2008

ela, verdade e mentira


Venham as escolhas
junto às responsabilidade
para só assim se praticar
a irresponsabilidade
de viver

Venham as responsabilidades
junto aos resultados
para só assim se praticar
a invenção
da verdade

e a mentira

Que se dane
ela sorri
fica tudo mais calmo

Arley Alves Ribeiro

quinta-feira, abril 17, 2008

É verdade!

"Diga a verdade e saia correndo."
Provérbio Iugoslavo

segunda-feira, abril 07, 2008

Adorno

"O amor é a capacidade de perceber o semelhante no dessemelhante(...) Amado tú serás unicamente quando puderes te mostrar fraco sem provocares força"

(Theodor Wiesengrund Adorno - Minima Moralia - af. 66, p. 88, 1992.)

"Não me entendam mal. Não estou pregando o amor. Cultivá-lo me parece esforço vão; a ninguém caberia o direito de pregá-lo porque a falta de amor hoje - como eu já disse - é uma falha de todos, sem exceção. Para pregar o amor, seria preciso que aqueles aos quais nos dirigimos, que procuramos modificar, tivessem uma estrutura de caráter diferente. Porque as pessoas que devemos amar já são incapazes de fazê-lo e assim se tornam, por sua vez, menos dignas de ser amadas."

(Theodor Wiesengrund Adorno - Educação após Auschwitz - org. Gabriel Cohn, 1986 - p.43)

P.S.: Peço desculpas por pinçar trechos desse naipe e tirá-los do contexto dos livros... mas pra quem saber ler...

quarta-feira, abril 02, 2008

opus

Nao tenho harmonia
deixei pra trás
há alguns séculos

Nem diminuto
nem aumentado

Sôo com quartas
sol com sexta
sou com segundas

Assim como sábados e domingos

Quebro tanto o ritmo
que não sou de acompanhar
solo nenhum me dá tom

Sou só melodias

Descobrir meu tema é um anátema.


Arley Alves Ribeiro

sexta-feira, março 28, 2008

De novo, uma velha canção

Desenredo

Por toda terra que passo
me espanta tudo que vejo
A morte tece seu o fio
de vida feita ao avesso

O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tramas do teu desejo

O mundo todo marcado
a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo,
a morte é o fim do novelo

O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tranças do teu desejo

Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe

A cera da vela queimando,
o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando,
a vida que a morte anda tendo

O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo.

Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe

(Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro)

domingo, março 16, 2008

Gentes e Janelas


A janela do quarto dela era baixa e ele a pulou sem dificuldade. Ela se sentiu extasiada. Quando ele se foi ela se sentiu completa. Quando outro pulou a mesma janela ela sentiu necessária e curou-lhe as ânsias. Quando ele se foi ela sentiu orgulho. Quando mais um pulou a janela, ela estava frágil e não soube o que sentir. Ele foi prudente e a fez sorrir. Quando ele se foi ela se sentiu menor. O próximo que pulou a fez sentir completa e quando ele se foi ela se sentiu partida. Passou-se um tempo até que surgisse alguém na janela. Quando surgiu, havia um vidro e no vidro uma marca de batom. O vidro estava um pouco embaçado e as imagens imprecisas. O vidro era fino e frio, mas bastava para separar o mundo. Quando ele se foi, deixou uma marca de mão no vidro e uma flor no para-peito.

Arley Alves Ribeiro

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

vírus

Te amo mesmo gripado
Te amo mesmo gripada
Te amo mesmo ATCHIM!!!
Te amo mesmo assim.

Arley Alves Ribeiro

domingo, fevereiro 24, 2008

Instante, Saudade e Intensidade

(para a Paulinha, nunca esquecer)

Pra ser novo, tem que provocar um choque
pra ser livre, deve se livrar do medo
pra ser querido, não há um modelo
para o mesmo, então faça o mesmo jeito

Pra cantar, não fique nos cantos
pra dançar, vista a sua alma
se revele leve, vele o teu sorriso

Para ser um anjo, deve-se ser frágil
pra se confundir com os seus amigos
para marcar toda uma vida e da pena formar suas asas

Para deixar saudades basta um instante,
pra criar algo mais forte que o mar
que nem ele possa... nem ele possa tirar

E o instante se tornará eterno
primavera, verão, outono ou inverno
vai voltar como volta o vento
das verdades que vêm de dentro... sempre vêm de dentro

Arley Alves Ribeiro

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

I D A D E


Oh! Nesta mente?
Oh! Nesta idade?
Se ver idade,
sim, seria idade.
Um, mil, idade.
Nossa eterna idade
nessa imensa idade
a humana idade
sem intensa idade?
Temos qual idade?

Arley Alves Ribeiro

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Dueto

Cedo
minha vontade
atento
às suas ânsias
nada
a minha sede
trago
minhas dúvidas
ama
sua vida no meu espelho

Arley Alves Ribeiro