Não sei se foi um mal
Não sei se foi um bem
Só sei que me fez bem
Ao coração
Sofri, você também,
Chorei, mas não faz mal
Melhor que ter ninguém
No coração
Foi a vida
Foi o amor quem quis
É melhor viver
Do que ser feliz
Foi tudo natural
Ninguém foi de ninguém
Mas me fez tanto bem
Ao coração
(Vinícius de Moraes)
Aqui eu escrevo tudo o que não posso escrever. Aqui você irá tentar ler tudo o que não consegue Aqui estão as respostas de tudo que não se perguntou Aqui está a matéria prima do que não foi feito e assim...
segunda-feira, junho 30, 2008
Só me fez bem
domingo, junho 22, 2008
...er
Quando crescer quero ser...
quanto a ser, quero crescer...
quando for, quero ser...
quanto ao ser, que ele cresça
quando crescer, que seja
sendo crescido, cresça
sendo crescido o ser, faça
fazer o que para crescer?
Quero sempre crescer para nunca deixar de ser
Então serei, ao invés de apenas estar
quanto a ser, quero crescer...
quando for, quero ser...
quanto ao ser, que ele cresça
quando crescer, que seja
sendo crescido, cresça
sendo crescido o ser, faça
fazer o que para crescer?
Quero sempre crescer para nunca deixar de ser
Então serei, ao invés de apenas estar
Arley Alves Ribeiro
sexta-feira, maio 30, 2008
Perfeito para usar hoje*
A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.
(Manoel de Barros)*O título é do post e nao do poema.
quarta-feira, abril 23, 2008
ela, verdade e mentira
quinta-feira, abril 17, 2008
segunda-feira, abril 07, 2008
Adorno
"O amor é a capacidade de perceber o semelhante no dessemelhante(...) Amado tú serás unicamente quando puderes te mostrar fraco sem provocares força"
(Theodor Wiesengrund Adorno - Minima Moralia - af. 66, p. 88, 1992.)
"Não me entendam mal. Não estou pregando o amor. Cultivá-lo me parece esforço vão; a ninguém caberia o direito de pregá-lo porque a falta de amor hoje - como eu já disse - é uma falha de todos, sem exceção. Para pregar o amor, seria preciso que aqueles aos quais nos dirigimos, que procuramos modificar, tivessem uma estrutura de caráter diferente. Porque as pessoas que devemos amar já são incapazes de fazê-lo e assim se tornam, por sua vez, menos dignas de ser amadas."
(Theodor Wiesengrund Adorno - Educação após Auschwitz - org. Gabriel Cohn, 1986 - p.43)
P.S.: Peço desculpas por pinçar trechos desse naipe e tirá-los do contexto dos livros... mas pra quem saber ler...
(Theodor Wiesengrund Adorno - Minima Moralia - af. 66, p. 88, 1992.)
"Não me entendam mal. Não estou pregando o amor. Cultivá-lo me parece esforço vão; a ninguém caberia o direito de pregá-lo porque a falta de amor hoje - como eu já disse - é uma falha de todos, sem exceção. Para pregar o amor, seria preciso que aqueles aos quais nos dirigimos, que procuramos modificar, tivessem uma estrutura de caráter diferente. Porque as pessoas que devemos amar já são incapazes de fazê-lo e assim se tornam, por sua vez, menos dignas de ser amadas."
(Theodor Wiesengrund Adorno - Educação após Auschwitz - org. Gabriel Cohn, 1986 - p.43)
P.S.: Peço desculpas por pinçar trechos desse naipe e tirá-los do contexto dos livros... mas pra quem saber ler...
quarta-feira, abril 02, 2008
opus
Nao tenho harmonia
deixei pra trás
há alguns séculos
Nem diminuto
nem aumentado
Sôo com quartas
sol com sexta
sou com segundas
Assim como sábados e domingos
Quebro tanto o ritmo
que não sou de acompanhar
solo nenhum me dá tom
Sou só melodias
Descobrir meu tema é um anátema.
deixei pra trás
há alguns séculos
Nem diminuto
nem aumentado
Sôo com quartas
sol com sexta
sou com segundas
Assim como sábados e domingos
Quebro tanto o ritmo
que não sou de acompanhar
solo nenhum me dá tom
Sou só melodias
Descobrir meu tema é um anátema.
Arley Alves Ribeiro
sexta-feira, março 28, 2008
De novo, uma velha canção
Desenredo
Por toda terra que passo
me espanta tudo que vejo
A morte tece seu o fio
de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tramas do teu desejo
O mundo todo marcado
a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo,
a morte é o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tranças do teu desejo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando,
o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando,
a vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo.
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
(Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro)
Por toda terra que passo
me espanta tudo que vejo
A morte tece seu o fio
de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tramas do teu desejo
O mundo todo marcado
a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo,
a morte é o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tranças do teu desejo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando,
o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando,
a vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo.
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
(Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro)
domingo, março 16, 2008
Gentes e Janelas

A janela do quarto dela era baixa e ele a pulou sem dificuldade. Ela se sentiu extasiada. Quando ele se foi ela se sentiu completa. Quando outro pulou a mesma janela ela sentiu necessária e curou-lhe as ânsias. Quando ele se foi ela sentiu orgulho. Quando mais um pulou a janela, ela estava frágil e não soube o que sentir. Ele foi prudente e a fez sorrir. Quando ele se foi ela se sentiu menor. O próximo que pulou a fez sentir completa e quando ele se foi ela se sentiu partida. Passou-se um tempo até que surgisse alguém na janela. Quando surgiu, havia um vidro e no vidro uma marca de batom. O vidro estava um pouco embaçado e as imagens imprecisas. O vidro era fino e frio, mas bastava para separar o mundo. Quando ele se foi, deixou uma marca de mão no vidro e uma flor no para-peito.
Arley Alves Ribeiro
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
vírus
Te amo mesmo gripado
Te amo mesmo gripada
Te amo mesmo ATCHIM!!!
Te amo mesmo assim.
Te amo mesmo gripada
Te amo mesmo ATCHIM!!!
Te amo mesmo assim.
Arley Alves Ribeiro
domingo, fevereiro 24, 2008
Instante, Saudade e Intensidade
(para a Paulinha, nunca esquecer)
Pra ser novo, tem que provocar um choque
pra ser livre, deve se livrar do medo
pra ser querido, não há um modelo
para o mesmo, então faça o mesmo jeito
Pra cantar, não fique nos cantos
pra dançar, vista a sua alma
se revele leve, vele o teu sorriso
Para ser um anjo, deve-se ser frágil
pra se confundir com os seus amigos
para marcar toda uma vida e da pena formar suas asas
Para deixar saudades basta um instante,
pra criar algo mais forte que o mar
que nem ele possa... nem ele possa tirar
E o instante se tornará eterno
primavera, verão, outono ou inverno
vai voltar como volta o vento
das verdades que vêm de dentro... sempre vêm de dentro
Pra ser novo, tem que provocar um choque
pra ser livre, deve se livrar do medo
pra ser querido, não há um modelo
para o mesmo, então faça o mesmo jeito
Pra cantar, não fique nos cantos
pra dançar, vista a sua alma
se revele leve, vele o teu sorriso
Para ser um anjo, deve-se ser frágil
pra se confundir com os seus amigos
para marcar toda uma vida e da pena formar suas asas
Para deixar saudades basta um instante,
pra criar algo mais forte que o mar
que nem ele possa... nem ele possa tirar
E o instante se tornará eterno
primavera, verão, outono ou inverno
vai voltar como volta o vento
das verdades que vêm de dentro... sempre vêm de dentro
Arley Alves Ribeiro
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
I D A D E
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Dueto
Cedo
minha vontade
atento
às suas ânsias
nada
a minha sede
trago
minhas dúvidas
ama
sua vida no meu espelho
minha vontade
atento
às suas ânsias
nada
a minha sede
trago
minhas dúvidas
ama
sua vida no meu espelho
Arley Alves Ribeiro
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Leve
Guardo outros planos para você
levá-la ao céu jogando-a ao chão.
Tenho um sonho para você:
Um instante que reterá cada som
cada cheiro pensamento suor cor gosto tato
cada arrepio sentido
cada sentido.
Dar-lhe-ei tal instante
para voar com você
será seu Instante-deus
será sua ilha fé conforto saudade remissão.
Sua vida será mais leve e pesada
após este instante
e a todo instante
o Instante se anunciará.
O mundo então será menos mundo
e mais espaço onde seu Instante pousa
pulsa
vive
A você, até se tirarem o lindo corpo
(hoje seu doce salgado lar)
sobrará ainda seu tudo.
será um todo-mulher
será um todo, mulher
será toda mulher
será toda, mulher
será toda maria
será toda, maria
será tudo, maria
será Maria.
levá-la ao céu jogando-a ao chão.
Tenho um sonho para você:
Um instante que reterá cada som
cada cheiro pensamento suor cor gosto tato
cada arrepio sentido
cada sentido.
Dar-lhe-ei tal instante
para voar com você
será seu Instante-deus
será sua ilha fé conforto saudade remissão.
Sua vida será mais leve e pesada
após este instante
e a todo instante
o Instante se anunciará.
O mundo então será menos mundo
e mais espaço onde seu Instante pousa
pulsa
vive
A você, até se tirarem o lindo corpo
(hoje seu doce salgado lar)
sobrará ainda seu tudo.
será um todo-mulher
será um todo, mulher
será toda mulher
será toda, mulher
será toda maria
será toda, maria
será tudo, maria
será Maria.
Arley Alves Ribeiro
NUDA
Apesar de ires
a melhor parte de ti ficas
nao tens noção
tua parte ideal moras aqui
ide ciente, nunca sairás daqui
Irás nua
terás que te recomeçar
nua também tú ficas
sem rótulo, sem nome
sem estampa, sem teto
sem pudor
vais nua porque nua és.
a melhor parte de ti ficas
nao tens noção
tua parte ideal moras aqui
ide ciente, nunca sairás daqui
Irás nua
terás que te recomeçar
nua também tú ficas
sem rótulo, sem nome
sem estampa, sem teto
sem pudor
vais nua porque nua és.
Arley Alves Ribeiro
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