O amor morreu, não aqui, lá
de lá fez-se saber e trancou janelas
portas ainda há, mas com chaves
agora existe alarme e risco de choque
Tudo está desacreditado, tudo se quebrou
É preciso juntar os cacos
do amor e também os meus
Aqui eu escrevo tudo o que não posso escrever. Aqui você irá tentar ler tudo o que não consegue Aqui estão as respostas de tudo que não se perguntou Aqui está a matéria prima do que não foi feito e assim...
terça-feira, novembro 21, 2006
segunda-feira, novembro 20, 2006
dentro da espiral

dentro da espiral?
dentro da espiral.
Fora do mundo?
Fora do mundo.
Perto de mim?
Perto de mim
Não sei de que lado estou se do ético ou do cético
céticos não acreditam em mim, apenas me amam
precisam, aprisionam enquanto eu fico me debatendo
mas a dor se espalha e saio ferido (todos saem feridos)
sem saber se quero realmente lutar
sigo o caminho de casa
apenas meu lugar, não minha meta
vou só?!
segunda-feira, outubro 30, 2006
quinta-feira, outubro 26, 2006
alien
domingo, outubro 08, 2006
Sobre os direitos humanos, os esquerdos umanos e o centro umanu!

Perdeu-se o senso. Há (ou será áh!?) o bom senso. Paradoxalmente chegou-se a tão esperada média. Nem oito nem oitenta. Meio-termo. Fazem do meio o fim. Agora educar é entreter. Entreter crianças e adultos. Panis et circenses. Eu já ouvi isso! Enfim... a democracia. As conversas são mais ou menos diálogos. Os diálogos são mais ou menos produtivos. Os princípios são mais ou menos éticos. A ética é mais ou menos... ética.
IXi (eu havia escrito "Xi!", mas reparei que assim ficaria com o ""x" centralizado o com um "i" de cada lado, ou seja, mediano – mediando)
Agora entendi porque fico realmente desesperado quando digo que estou ao meio.
IXi (eu havia escrito "Xi!", mas reparei que assim ficaria com o ""x" centralizado o com um "i" de cada lado, ou seja, mediano – mediando)
Agora entendi porque fico realmente desesperado quando digo que estou ao meio.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Beradêro

"Os olhos tristes da fita
Rodando no gravador
Uma moça cosendo roupa
Com a linha do equador
E a voz da santa dizendo:
O que é que eu tô fazendo
Cá em cima desse andor
A tinta pinta o asfalto
Enfeita a alma
Motorista é cor na cor da cidade
Batom no lábio nortista
O olhar vê tons tão sudestes
E o beijo que vós me nordestes
Arranha-céu da boca paulista
Cadeiras elétricas da baiana
Sentença que o turista cheire
E os sem amor, os sem teto
Os sem paixão, sem alqueire
No peito dos sem peito uma seta
E a cigana analfabeta
Lendo a mão de Paulo Freire
A contenteza do triste
Tristezura do contente
Vozes de faca cortando
Como o riso da serpente
São sons de sins, não contudo
Pé quebrado, verso mudo
Grito no hospital da gente "
- Obrigado Polinha! Mó buniteza de tão triste.
De Chico César cantado por Monica Salmaso
sexta-feira, setembro 29, 2006
palácios cromáticos
quarta-feira, setembro 27, 2006
terça-feira, setembro 26, 2006
Precisão
Preciso ser preciso
e se preciso for
preciso soprar um único poro
e soprá-los-ia, um a um, todos os seus
por pura precisão, porque preciso
e se preciso for
preciso soprar um único poro
e soprá-los-ia, um a um, todos os seus
por pura precisão, porque preciso
segunda-feira, setembro 25, 2006
Amor triste
Sou Um e meio e não sirvo pra nenhum, nem Um
Faço por três e não valho nenhum, nem Um
não tenho valores, nenhum, nem Um
a tristeza, minha culpa
a irracionalidade, minha sina.
Ainda assim amo
amor grande e triste.
Amor nenhum? Nem Um?
Faço por três e não valho nenhum, nem Um
não tenho valores, nenhum, nem Um
a tristeza, minha culpa
a irracionalidade, minha sina.
Ainda assim amo
amor grande e triste.
Amor nenhum? Nem Um?
domingo, setembro 17, 2006
A alma
ߣQµæÐrø (meados de1999)
Não mais eu tento ser do jeito que nunca fui
Hoje me aceitei, mesmo sem credo e sem cruz
Nunca se pode crescer mentindo
Nunca se pode sofrer sorrindo
Nada me fará esquecer do meu beijo
de boa noite e tchau
Penso nos outros, aqueles outros normais
Que se mantém intocáveis (com suas vozes fatais)
Peça se quiser ganhar
A alma se pode curar
Carinho não se pode comprar...
só trocar e curtir
Nada mais me impede de viajar sem partir
Todos me rodeiam, perguntam como ser feliz
Nos sonhos se pode voar
Na vida eu sei me virar
Abrace se quiser amar
e não minta pra ti
.............................................................................
por isso quando entro, me aplaudes
e meu choro é mais verdadeiro
que a sua própria paixao avassaladora
de me ouvir cantar.
Não mais eu tento ser do jeito que nunca fui
Hoje me aceitei, mesmo sem credo e sem cruz
Nunca se pode crescer mentindo
Nunca se pode sofrer sorrindo
Nada me fará esquecer do meu beijo
de boa noite e tchau
Penso nos outros, aqueles outros normais
Que se mantém intocáveis (com suas vozes fatais)
Peça se quiser ganhar
A alma se pode curar
Carinho não se pode comprar...
só trocar e curtir
Nada mais me impede de viajar sem partir
Todos me rodeiam, perguntam como ser feliz
Nos sonhos se pode voar
Na vida eu sei me virar
Abrace se quiser amar
e não minta pra ti
.............................................................................
por isso quando entro, me aplaudes
e meu choro é mais verdadeiro
que a sua própria paixao avassaladora
de me ouvir cantar.
segunda-feira, setembro 11, 2006
O Um
Não se perca no meio de tanto barulho
mostre seu som
sempre à frente.
Ouça! Ausculte!
Você é um timbre!
O time é você!
mostre seu som
sempre à frente.
Ouça! Ausculte!
Você é um timbre!
O time é você!
domingo, setembro 10, 2006
bicho
eu tenho asas
nao vôo, só quando não estão olhando
eu mostro meus dentes
não tenho parentes
eu durmo na estrada
sou bicho, sou baixo
eu crio passagens
eu passo... en passant
eu torço, sem fé
eu faço e desfaço
estudo e trapaço
ultrapasso. Eu vivo!
sou bicho, sôo fácil
Eu me castigo e critico
eu atiço meu algoz
sem gosto, sem gozo
atiro meu meios contra meus princípios
e finalizo sem fim
sou bicho!
nao vôo, só quando não estão olhando
eu mostro meus dentes
não tenho parentes
eu durmo na estrada
sou bicho, sou baixo
eu crio passagens
eu passo... en passant
eu torço, sem fé
eu faço e desfaço
estudo e trapaço
ultrapasso. Eu vivo!
sou bicho, sôo fácil
Eu me castigo e critico
eu atiço meu algoz
sem gosto, sem gozo
atiro meu meios contra meus princípios
e finalizo sem fim
sou bicho!
domingo, setembro 03, 2006
Da minha falta de jeito
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