Quem "estou":

Minha foto
Músico, vivo, questionador, aprendiz

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Leiam "Receita de Ano Novo" do Drummond

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustăo. Doze meses dăo para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovaçăo e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar, que daqui para diante vai ser diferente."
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, dezembro 17, 2005

flechas perdidas

Até a publicidade foi atingida!
Será que pode publicar isso?

o que eu trago de volta

Eu tento, atento
intento sobre tanto
entende?

não falo no passado
porque ainda vive

as vezes dói em mim
as vezes causo dor
Sempre aceito minha dor
uma vez mais

será que é justo compartilhar?
será que é justo causar dor
a quem se ama demais?

domingo, dezembro 11, 2005

O que me traz de volta

Viver a velha estória
Circunstância e fato
Momento de se ver quem realmente é
Há muito me contaram fábulas
Me falavam da origem de alguém
Não me lembro bem das palavras
Só do eterno início:
"Era uma vez..."
Foram muitas vezes
Que eu ouvi a velha estória
Velha estória
O conto que me faz lembrar de mim
A lágrima no rosto era tudo
E me fez crescer
Com um conto que me falava de virtude
Tanta até a emoção
De quem contava para mim
Era tudo
Tudo que eu queria agora
Era não só lembrar, mas ouvir
A fábula da boca da fada
Que quando criança na cama
Me fez dormir...


Anderson Ribeiro

passagens

um dia ela passou e disse:
olá
eu disse:
é comigo?!
um silêncio depois...
fomos juntos

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Carne fulminante

Apesar de enlouquecerem serão sãos
apesar de afundarem no mar
voltarão a se erguer
apesar dos amantes se perderem
o amor não se perderá
e a morte... esta não dominará

Para separar da vida
de mistérios sedutores e da brisa do mar
os olhos de cigana e a carne,
sagrada e fulminante
de dançarinas de pernas largas.

Sua cruz: meu escudo, no altar do seu pescoço
imaculada, mas não por muito tempo

domingo, dezembro 04, 2005

Você mora perto da sua casa?

Que dia será ontem?
Será que vai dar tempo?

Escreveu, correu, voltou de bicicleta e apagou...
eu nem li, eu nem vi

acalanto

Acordando com um choquinho
ninando com uma cançao
seu sorriso é engraçadinho
não diz que sim nem que não

domingo, novembro 27, 2005

senhas

eu tenho fome
eu morro de vontade
eu seco de desejo
e ardo

segunda-feira, novembro 14, 2005

será que vai dar tempo?

Será que vai dar tempo
de escrever o texto
montar o cenário
vestir o figurino
ensaiar os gestos e
todas as marcações?
Será que vai chover?
Será que vou colher?
Será que todos irão saber?
Será que vou com o vento?
Será que vai dar tempo?

terça-feira, novembro 08, 2005

Molduras

a cortina não se fecha
é apenas a maneira que tem de dar as mãos
a cortina não abaixa, simplesmente
ela se curva aos aplausos
a cortina não diz que terminou
elas apenas diz: Podem voltar a respirar

sexta-feira, novembro 04, 2005

indizível

Luz
se há
na
danza

terça-feira, novembro 01, 2005

saudades

saudades é nome.
Devemos escrever Saudades.
Saudades anda em grupo
acompanhando a solidão
alguns dizem que ataca
outros dizem que preenche
Saudades é nobre
faz a gente se curvar
Saudades é dor
e não há remédio
Saudades é mais que amor
cuidado!

segunda-feira, outubro 31, 2005

dica do dia

PAULO LEMINSKY

sonho de 02/01/2003


Este foi até maior, porém eu não consegui lembrar muita coisa quando acordei. Lembro apenas que estava numa avenida, tentando identificá-la como Antônio Carlos ou Carlos Luz (nunca sei qual é qual) de dentro de um ônibus e olhando pela janela. Eu observava a rua pra ver um ponto que eu frequentava (eu não ando por ali, mas no sonho tive essa impressão.) De repente, me encontrei fora do ônibus (não me lembro de descer, apenas de estar na rua), atravessei a rua e fui até um posto de gasolina (tenho certeza que era um ponto de gasolina, porem, não haviam bombas de combustível nem frentistas). Pisei numa borracha quadrada e embolada no chão e quiquei, percebendo que eu podia saltar com aquilo cada vez mais alto. Continuei saltando sobre a borracha, aumentando a altura em que chegava a uns 30 metros mais ou menos. Aproveitei os "impulsos" e fui subindo a rua perpendicular à avenida , a borracha agora me acompanhava e quando eu batia no chão ela estava exatamente lá. À minha esquerda, no alto do morro havia um prédio muito bonito escrito com letras garrafais. "Festa de Reveillon", como se aquele fosse o hotel "point" da virada. E entendi que aquela era a escola Guignard da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais, porém eu estou cansado de saber que o prédio da escola não é nesta área). Era um prédio grande, não muito alto. Azul, com letras e luzes amarelas. Muito bonito. No quarteirão à direita havia um outro prédio igual, como se fosse um segmento da faculdade. Entre esses dois prédio havia uma praça maravilhosa, iluminada e cheia de árvores. O ônibus seguiu à direita e eu parei na frente da faculdade. Só que me encontrei novamente no pé do morro. O Alexandre, um amigo meu muito palhaço que mora aqui perto de casa, chegou e eu contei pra ele da borracha e começamos a tentar pular. Agora por divertimento, mas, não tava funcionando igual a primeira vez. A gente saltava, porém caáamos meio fora da borracha e acabávamos não subindo muito alto. Paramos, esticamos a borracha no chão direitinho, ela tinha cerca de 30x30cm. Continuou dando tudo errado. O Alexandre ficou negro e eu não tinha mais certeza de quem era mais. Fiquei frustado e sumiu o sonho. Acordei escutando Flavio Venturini no discman.