Tú que deixas amarar os olhos fechados
Fois amar a um verso, e em poesia transformou
Às breves amará, linda e corajosamente, serás arte
Asa, mar, a vida à toa, verdade à tona
deusa-mar, avista aos anjos
Palavras trançadas escondem seu nome
Saberás destrançar?
Aqui eu escrevo tudo o que não posso escrever. Aqui você irá tentar ler tudo o que não consegue Aqui estão as respostas de tudo que não se perguntou Aqui está a matéria prima do que não foi feito e assim...
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
sábado, fevereiro 24, 2007
homem?

A silhueta mais parece um ... homem?!
o que adianta parecer?
pode-se ver a fumaça que sai
o que adianta parecer?
pode-se ver a fumaça que sai
pode-se ver a maldade que entra
tudo deste lado atrai algum câncer
tolo é o modo de encarar essa creança
criança alguma aprova tal sentença
quem aprova não possui mais nada de inocência
Vai! Tornar-te o soldado
Faça da bandeira uma desculpa
E a gente, sentir culpa
Quando tudo estiver escorrido pelo ralo
A vida tomará seu rumo
Este que toma tantas vidas
Este que toma tantas vidas
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
pares
nas horas pares, eu paro
posto-me para te ver passar
penso que posso pousar
perto de tua saudade
proximo do teu perdoar
posto-me para te ver passar
penso que posso pousar
perto de tua saudade
proximo do teu perdoar
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
o coração que eu ia te dar
o coração que eu ia te dar, você não quis.
então o guardei
agora ele cuida de mim
abraça e até apanha por mim
e sofre, está todo em frangalhos.
mas, ao tentar zelar meu sono adormece antes,
este coração descuidado, às vezes esquece de me proteger.
nas horas em que começo a sonhar
nesses momentos escuros
são os momentos que realmente estou frágil
ele não podia dormir, ele não podia....
Arley Bequadro - Marina Franciscani (por um belo acaso, numa bela noite)
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
forças
Hoje não se aguenta dois minutos de realidade
a verdade é um punhal enferrujado
Seriam necessárias gerações até se adaptar
o mundo seria mais nú e crú
omissão é um eufemismo da mentira
a verdade é um punhal enferrujado
Seriam necessárias gerações até se adaptar
o mundo seria mais nú e crú
omissão é um eufemismo da mentira
terça-feira, janeiro 30, 2007
quinta-feira, janeiro 25, 2007
domingo, janeiro 14, 2007
reticências
Hoje bateu uma saudade, até lágrima correu, não sei pra onde. Não, não, não são versos. Só um pensamento. Culpa da foto onde todos sorriem... todos importantes, mas uma pessoa em especial está lá. Uma que não precisava aplaudir, apenas ser aplaudido! É maestro, o que eu não daria pra escutar (pela milésima vez) qualquer trocadilho seu.
sábado, janeiro 13, 2007
ou-viu
ou-vir
ou-viu
ou-ve
vir-ou
par-ou
sentidos,
palavras,
gestos,
rostos,
pêlo,
pele
(osso,ousso,ouço,oço,oco)
ou-viu
ou-ve
vir-ou
par-ou
sentidos,
palavras,
gestos,
rostos,
pêlo,
pele
(osso,ousso,ouço,oço,oco)
domingo, janeiro 07, 2007
A imagem refletida
Vem de antes do sol
A luz que em tua pupila me desenha.
Aceito amar-me assim
Refletida no olhar com que me vês.
Ó ventura beijar-te,
espelho que premido não estilhaça
e mais brilha porque chora
e choro de amor radia.
(Adélia Prado, 1998).
A luz que em tua pupila me desenha.
Aceito amar-me assim
Refletida no olhar com que me vês.
Ó ventura beijar-te,
espelho que premido não estilhaça
e mais brilha porque chora
e choro de amor radia.
(Adélia Prado, 1998).
O jardim (aberto)
Descobri-me jardineiro
agora estou me especializando
as cores são variadas
os tamanhos são todos
O mais bonito de meu jardim
é sua capacidade de renascer
também de procriar
criar novos exemplares
O ano que findou foi extremamente produtivo
mostrou-me uma rosinha clara
um Girassol escuro
Um copo de leite
firme, porém frágil
quase isso, mas não tanto
agora estou me especializando
as cores são variadas
os tamanhos são todos
O mais bonito de meu jardim
é sua capacidade de renascer
também de procriar
criar novos exemplares
O ano que findou foi extremamente produtivo
mostrou-me uma rosinha clara
um Girassol escuro
Um copo de leite
firme, porém frágil
quase isso, mas não tanto
sexta-feira, janeiro 05, 2007
À Música
AN DIE MUSIK (Rainer Maria Rilke)
Musik: Atem der Statuen. Vielleicht:
Stille der Bilder. Du Sprache wo Sprachen
enden. Du Zeit,
die senkrecht steht auf der Richtung vergehender Herzen.
Gefühle zu wem? O du der Gefühle
Wandlung in was? - : in hörbare Landschaft.
Du Fremde: Musik. Du uns entwachsener
Herzraum. Innigsters unser,
das, uns übersteigend, hinausdrängt, -
heiliger Abschied:
da uns das Innre umsteht
als geübteste Ferne, als andre
Seite der Luft:
rein,
riesig,
nicht mehr bewohnbar.
e a tradução de Paulo Quintela:
À Música
Música: hálito das estátuas. Talvez:
silêncio das pinturas. Ó língua onde as línguas
acabam. Ó tempo,
posto a prumo sobre o sentido dos corações transitórios.
Sentimentos - de quê? Ó transmutação
dos sentimentos - em quê? : em paisagem audível.
Ó peregrina: Música. Espaço de coração
de nós liberto. O mais íntimo de nós,
que, transcendendo-nos, força por sair, -
sagrada despedida:
quando o íntimo nos envolve
como o mais exercitado dos longes, como o outro
lado do ar:
puro,
gigânteo,
já não habitável.
Musik: Atem der Statuen. Vielleicht:
Stille der Bilder. Du Sprache wo Sprachen
enden. Du Zeit,
die senkrecht steht auf der Richtung vergehender Herzen.
Gefühle zu wem? O du der Gefühle
Wandlung in was? - : in hörbare Landschaft.
Du Fremde: Musik. Du uns entwachsener
Herzraum. Innigsters unser,
das, uns übersteigend, hinausdrängt, -
heiliger Abschied:
da uns das Innre umsteht
als geübteste Ferne, als andre
Seite der Luft:
rein,
riesig,
nicht mehr bewohnbar.
e a tradução de Paulo Quintela:
À Música
Música: hálito das estátuas. Talvez:
silêncio das pinturas. Ó língua onde as línguas
acabam. Ó tempo,
posto a prumo sobre o sentido dos corações transitórios.
Sentimentos - de quê? Ó transmutação
dos sentimentos - em quê? : em paisagem audível.
Ó peregrina: Música. Espaço de coração
de nós liberto. O mais íntimo de nós,
que, transcendendo-nos, força por sair, -
sagrada despedida:
quando o íntimo nos envolve
como o mais exercitado dos longes, como o outro
lado do ar:
puro,
gigânteo,
já não habitável.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
terça-feira, dezembro 26, 2006
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